Como ressaltou Collier (1976), aquilo que se tem chamado de língua franca (LF) não é nada claro. Tudo está envolto nas brumas do passado, e é muito difícil encontrar-se um documento novo que possa dissipa-las. Entretanto, pelo menos nos últimos 150 anos a expressão tem aparecido na literatura com relativa freqüência. A questão que se põe, então, é a de se essa expressão não seria um número, um nome como “unicórnio”, que não designa nada existente na realidade. A propósito, Mufwene (1997) acha que sempre que uma coletividade tem um nome para determinado modo de falar, ele deve ser considerado uma realidade à parte.